Fonte MD

Apresentação do caso:

Biópsia de próstata de paciente com 67 anos, com histórico de prostatismo há cerca de 3 anos; PSA elevado (maior que 20).

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Diagnóstico: Adenocarcinoma prostático acinar usual focal. Graduação histológica de Gleason= 6 (3+3).

 

Comentários:

  • Este é o tipo mais freqüente de câncer de próstata.
  • A graduação histológica de Gleason é um "score" numérico para auxiliar a determinar o grau de diferenciação da neoplasia. Os dois principais padrões morfológicos recebem um número (que varia de 1 a 5) e estes números são somados para fornecer o grau final. Por exemplo, neste caso, as áreas principais têm padrão de crescimento 3, portanto o grau final é= 6 (3+3). Pode parecer estranho colocar a soma entre parênteses, mas um tumor com áreas 1 e 5 teria o mesmo somatório, porém, a área com padrão 5 tem comportamento mais agressivo. Este dado é importante para o medico assistente programar o tratamento.
  • A imuno-histoquímica pode auxiliar na determinação do diagnóstico em muitos casos onde a avaliação histopatológica é duvidosa devido à presença de atrofia, inflamação ou artefatos pré-analíticos. Sua utilização é principalmente para definir se há ou não camada basal nas glândulas suspeitas, pois, generalizando, glândulas malignas não têm camada basal, enquanto que as benignas exibem tal camada.
  • A pesquisa da camada basal pode ser feita por diversos anticorpos, como a citoqueratina 34BE12, citoqueratina 5 e proteína p63.
  • Neste caso, utilizamos conjuntamente os anticorpos anti citoqueratina 34BE12 (marcação citoplasmática) e proteína p63 (marcação nuclear). Isto aumenta a sensibilidade do exame.
    • Referências bibliográficas interessantes:
  1. Update on the Gleason Grading System for Prostate Cancer: Results of an International Consensus Conference of Urologic Pathologists. Epstein JI, Allsbrook WC Jr, Amin MB, Egevad LL. Adv Anat Pathol. 2006; 13: 57-9. The Gleason system for prostate cancer was based on a study of 270 patients from the Minneapolis Veterans Administration Hospital in 1966-1967. In 1974, Gleason and the Veterans Administrative Cooperative Urological Research Group expanded this study to 1032 men. These studies formed the basis of the Gleason grading system, which is now endorsed as the primary grading system for prostate cancer by the World Health Organization, the Armed Forces Institute of Pathology Fascicle on prostate cancer, the Association of Directors of Anatomic and Surgical Pathology, and the College of American Pathologists. In the nearly 40 years since its 238 Urological Survey inception, several aspects about prostate cancer and its management have changed, most notably serum prostate-specific antigen, transrectal ultrasonography, 18-gauge needle biopsy sampling, immunohistochemistry for the diagnosis of cancer, and radical prostatectomy and radiation therapy as primary treatment modalities. Several aspects of the disease, and consequently the reporting needs, have changed such as reporting cancer on multiple cases in needle biopsies, multiple nodules in prostatectomy, tertiary patterns, variants and variations in prostate cancer. The application of the Gleason system, therefore, has varied considerably in contemporary surgical pathology practice. An International Consensus Conference attended by 80 urologic pathologists from 20 countries was convened to discuss clarifications and modifications to the Gleason system. This article serves as a brief overview and summary of the proceedings that have been published in detail in recent literature.
  2.  

  3. Basal cell cocktail (34bE12 + p63) improves the detection of prostate basal cells. Zhou M, Shah R, Shen R, Rubin MA. Mod Pathol. 2003; 16: 177A.. Background: High molecular weight cytokeratin (34bE12) and p63 are frequently used as basal cell markers in aid of diagnosis of prostate cancer (PCa). Absence of a basal cell marker in an atypical lesion histologically suspicious for PCa supports a malignant diagnosis. Yet, absence of basal cells by immunohistochemistry (IHC) is not always conclusive. Improving the sensitivity of basal cell IHC is critical to help make diagnostic decisions in conjunction with standard histology. We test the hypothesis that inclusion of both 34bE12 and p63 in a cocktail reaction is advantageous over either marker used alone. 270 Urological Survey Design: 1350 benign glands from 9 TURP specimens were use to study the immunostaining intensity and pattern for 34bE12, p63 and the basal cell cocktail. Basal cell marker expression was scored as strong, moderate, weak and negative. Basal cell staining was considered complete if 75% of the gland circumference was positive for the basal cell marker, and partial if 25% of the circumference was stained. Results: By IHC, benign glands lack basal cell lining in 2, 6 and 2% of glands with cocktail, 34bE12 and p63 staining, respectively. The staining variance for cocktail is significantly smaller than that for 34bE12 (0.0100 vs. 0.1559, p=0.0008). No significant difference was seen between cocktail and p63 (0.0100 vs. 0.0345, p=0.099). The cocktail stains the basal cell layers more intensely than either 34bE12 or p63 alone, with complete and partial strong basal cell staining in 93 and 1 % of benign glands, compared to 55 and 4% with 34bE12, and 81 and 1% with p63. Complete and partial weak staining is seen in 0 and 0% of benign glands with the cocktail, compared to 8 and 7% with 34bE12 and 4 and 1% with p63 (p=0.007 and 0.014 for cocktail vs. 34bE12 and cocktail vs. p63, respectively). 2.8% of clinically localized PCa had positive 34bE12 staining and 0.3 % had positive p63 staining. Conclusions: IHC of the prostatic glands from transition zone is subject to staining variability. 34bE12 is most susceptible, and basal cell cocktail is least susceptible to such variability. Basal cell cocktail not only increases the sensitivity of the basal cell detection, but also reduces the staining variability and therefore renders the basal cell IHC more consistent.

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Conheça nosso trabalho científico sobre câncer de próstata, premiado no II Congresso Médico da UNIMED Leste Fluminense, Niterói, setembro de 2008:

   Avaliação imuno-histoquímica com o anticorpo anti citoqueratina de alto peso molecular 34be12 em 213 casos suspeitos de neoplasia prostática no exame histopatológico



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Quem é o responsável pelos exames anatomopatológicos?

O médico anatomopatologista é o responsável pelo exame de qualquer tecido ou órgão retirado de um indivíduo. Após minucioso exame macroscópico e microscópico, o médico anatomopatologista chega a uma conclusão diagnóstica que vai orientar o tratamento e prognóstico do paciente. O médico anatomopatologista é portanto, um membro importante da equipe médica que atende aos pacientes. Para a formação de um médico anatomopatologista é necessário que, após os seis anos da graduação na faculdade de Medicina, o médico passe mais três anos de estudo em um programa de pós-graduação - residência médica ou especialização - onde vai aprender cada uma das subespecialidades da Anatomia Patológica, bem como procedimentos especiais - imuno-histoquímica, microscopia eletrônica, hibridização "in situ", patologia molecular etc.


Como escolher o laboratório para enviar o exame anatomopatológico (biópsia, citopatologia e imuno-histoquímica)?

Geralmente o médico atendente irá indicar um laboratório da sua confiança. É muito importante que o médico clínico e/ou cirurgião confie e tenha diálogo com o médico anatomopatologista que emite o laudo, uma vez que o tratamento será influenciado por este resultado. Critérios importantes são: credenciamento do médico patologista junto à Sociedade Brasileira de Patologia, ter título de especialista reconhecido pela AMB-SBP e fazer parte de programa de controle de qualidade externo.

 

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